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G1 Economia

Qual o impacto do tarifaço de Trump no Brasil? 'Deve ser restrito' e mostra 'limites do protecionismo americano', diz economista

Donald Trump e Lula ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP via Getty Images/Via BBC A tarifa de 25% contra produtos brasileiros, anunciada pelo governo dos Estados Unidos na quarta-feira (15/07), deve ter impacto restrito diante da extensa lista de itens isentos divulgada, afirma a economista e pesquisadora do PIIE (Instituto Peterson de Economia Internacional, nos EUA), Monica de Bolle. Ainda segundo a especialista brasileira, o cenário revela os limites do protecionismo e da margem de manobra de Donald Trump no mundo globalizado de hoje, que são muito menores do que o presidente americano faz parecer em suas ameaças. "Apesar de aparentemente não quererem mais isso, os Estados Unidos são uma economia muito integrada com o resto do mundo", disse De Bolle em entrevista à BBC News Brasil. "Por essa razão, o leverage [termo para alavancagem, usado em referência a poder ou influência] que os Estados Unidos tem é muito menor na prática do que na retórica." De Bolle afirma ainda que não há lógica e

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G1 Economia

Tarifaço: ministro do Meio Ambiente diz que argumentos dos EUA para justificar novas taxas são 'absolutamente improcedentes'

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou nesta quinta-feira (16) que os argumentos sobre desmatamento no Brasil utilizados pelos Estados Unidos como justificativa para o novo tarifaço contra produtos brasileiros são "absolutamente improcedentes". "Os argumentos utilizados pelo governo norte-americano para justificar as tarifas são absolutamente improcedentes, não tem nenhum fundamento técnico, não está baseado em nenhuma informação comprovável", afirmou Capobianco. O ministro afirmou que toda a madeira exportada pelo Brasil é certificada e passa por um sistema rigoroso de fiscalização. "Apareceram com uma nova informação. Essa ainda mais falsa. Qual é a nova informação? De que o Brasil estaria desmatando ilegalmente e inundando o mercado internacional com madeiras de origem ilegal prejudicando diretamente a participação das empresas norte-americanas no mercado. Isso é absolutamente inverídico", disse Capobianco. "O sistema de exportação de madeira é hoje um dos mai

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G1 Economia

Tarifaço: ministro diz que 18% das exportações brasileiras aos EUA, que correspondem a US$ 7,4 bilhões, serão afetadas

O ministro Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) afirmou nesta quinta-feira (16) que 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos serão afetadas com o novo tarifaço imposto pelo governo Donald Trump contra produtos do Brasil. De acordo com Rosa, o percentual tem como referência as exportações do Brasil para os Estados Unidos em 2024 e corresponde a US$ 7,4 bilhões na balança comercial entre os dois países. "Queria destacar que nós vamos ter cerca de 18% das nossas exportações para os Estados Unidos atingidas, o que corresponde a US$ 7,4 bilhões. Isso levando em conta o ano de 2024, antes, portanto, do início do tarifaço", afirmou. Segundo Márcio Elias Rosa, se for considerado o ano de 2025, a participação dos setores atingidos nas exportações cai para 15%, ou US$ 5,8 bilhões. O ministro lembrou que o novo tarifaço entra em vigor no próximo dia 22 de julho. Márcio Elias Rosa disse ainda que, conforme a análise feita pelo governo, com a nova decisão da gestã

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G1 Economia

Governo terá programa de apoio para empresas que tiverem problemas com novas taxas dos EUA sobre o Brasil, diz Alckmin

Governo classifica tarifaço dos EUA como 'marco lastimável' e diz que vai acionar Lei de Reciprocidade O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta quinta-feira (16) que o governo federal terá um programa para ajudar empresas prejudicadas com a nova taxa de 25% que o governo dos Estados Unidos anunciou sobre produtos brasileiros. "O presidente, o governo do presidente Lula trabalha para apoiar quem trabalha aqui dentro. Quem ajuda o Brasil a crescer e a nossa economia. Então o governo terá um programa de apoio aos que aqui estão labutando, trabalhando e que tenham problemas", disse Alckmin. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, afirmou que as empresas poderão contar com a ajuda do governo de "diferentes modos". ➡️ O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou a proposta de um novo "tarifaço" com uma extensa lista de itens isentos. A medida entra em vigor em 22 de julho, próxima qu

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G1 Economia

Alckmin contesta alegações dos EUA sobre tarifaço e diz que medida é 'injusta e descabida'

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, contestou as alegações usadas pelos Estados Unidos para justificar as tarifas de 25% anunciadas nesta quarta-feira (15) e afirmou que a medida é "injusta e descabida". "É injusta porque se nós pegarmos os próprios dados dos Estados Unidos nos últimos 15 anos os Estados Unidos teve conosco superávit na balança comercial. E descabida porque que os argumentos levantados na sessão 301 e aqui vão ser explicitados pelos ministros não tem parte de uma base totalmente falsa. Não tem menor justificativa", afirmou Alckmin. ➡️O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou a proposta de um novo "tarifaço" com uma extensa lista de itens isentos. A medida entra em vigor em 22 de julho, próxima quarta. 🔎A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis bar