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Agência Brasil Rafael Cardoso - Enviado especial*

Biocosméticos unem ciência e tradições ribeirinhas no Oeste do Pará

Do alto de seus 30 ou 50 metros, a andiroba lança frutos maduros ao chão. O impacto divide a casca dura em quatro partes e espalha as sementes pelo terreno. A partir daí, começa o trabalho das Amélias da Amazônia, grupo de mulheres ribeirinhas que produzem óleos para fins medicinais e cosméticos desde 2016.  Elas vivem na comunidade São Domingos, que fica dentro da Floresta Nacional do Tapajós, no Oeste do Pará. Todo o trabalho é feito de maneira manual, e respeita o ritmo ditado pela natureza e pelos costumes locais.  O primeiro passo é coletar as sementes, que têm características angulares, arredondadas, cor de café e textura semelhante à cortiça. Para chegar ao produto final, é preciso esperar em média três meses, o que inclui as etapas de higienização, cozimento, secagem e quebra da semente, seguidas do preparo da massa e da decantação.  “Aprendemos essa técnica de tirar o óleo da andiroba com nossos avós e os nossos pais, que nos passaram essa cultura e tradição”, explica a ri

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Agência Brasil Rafael Cardoso - Enviado especial*

Turismo comunitário no Tapajós protege territórios e tradições locais

Do terraço de casa, o casal de indígenas Dórisson Borari e Maria Munduruku têm uma vista privilegiada para o Rio Tapajós, o Lago Verde, a Ponta do Marataí e a Ilha do Amor. Esta última, a principal atração de Alter do Chão, vila do município de Santarém, no Oeste do Pará. Em vez de guardar o espaço apenas para si, eles decidiram transformá-lo em hospedagem e compartilhar a experiência com os turistas. Criada em 1997, a Pousada do Mingote orgulha-se de ser a mais antiga em atividade na região. “Temos conseguido manter nossas raízes valorizando as riquezas que temos na natureza, cultura, culinária e história”, diz Dórisson Borari. Ele conta que a família segue com a tradição dos diferentes povos que moram há tempos na região. "Primeiro, havia os nômades. Depois, vieram outros povos como os Borari, que encontraram aqui um lugar abençoado, que supria tudo o que precisavam e decidiram ficar”, completa. Para acolher os visitantes, a pousada investiu em mudanças estruturais e element

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G1 Economia

Governo lança programa para renegociações de dívidas de microempreendedores com descontos de até 70%

O governo federal lançou nesta sexta-feira (3) o Desenrola MEI, programa voltado à renegociação de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) inscritos na Dívida Ativa da União. O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae Segundo o governo, cerca de 3,5 milhões de MEIs têm débitos inscritos na Dívida Ativa, que somam R$ 12,4 bilhões. O valor médio das dívidas é de aproximadamente R$ 4 mil. O programa atenderá empreendedores com débitos de até R$ 20 mil. 🔎A iniciativa prevê descontos de até 70% sobre juros e multas, parcelamento em até 145 meses e prestação mínima de R$ 25. Agora no g1 Expectativa de recuperar R$ 1,2 bi A procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Lenzi, afirmou que a medida não terá impacto fiscal para a União, já que as dívidas contempladas são consideradas de difícil recuperação. A expectativa do governo é recuperar cerca de R$ 1,2 bilhão por meio das renegociações. “Não são só dívidas decorrentes do MEI. Um CNPJ

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Agência Brasil Rafael Cardoso - Enviado especial*

Da feira ao gelato: sabores da Amazônia movimentam bioeconomia

Quando a chuva finalmente dá uma trégua em Santarém, no Pará, os clientes começam a aparecer na Boto Gelato, estabelecimento na região central que vende sorvetes artesanais à base de produtos da Amazônia. É maio, época popularmente conhecida como inverno na Região Norte, por causa das tempestades frequentes e sensações térmicas mais amenas. A gerente comercial Eloísa Bento trabalha do outro lado da cidade, mas é uma das que não perdem a chance de comprar uma casquinha quando o tempo permite. “Tem muito sabor artificial por aí. Só aqui tem sabores bem regionais, que trazem memórias de infância. Você prova o cupuaçu e lembra de quando era criança, cortava a fruta, chupava o caroço. O açaí também. Qual paraense não gosta de açaí? E o sabor daqui é o da fruta de verdade”, explica Eloísa.  Boto Gelato vende sorvetes artesanais à base de produtos da Amazônia - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil No balcão, estão outras opções com frutos, castanhas, farin

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Agência Brasil Rafael Cardoso - Enviado especial*

Casal produz espécies nativas da Amazônia e impulsiona reflorestamento

Pelo terreno, se acomodam mudas de açaí, cumaru, andiroba, preciosa, gombeira, itaúba. Em uma área antes degradada na comunidade de Jaderlândia, em Santarém, no oeste do Pará, surgem novas possibilidades de reflorestamento para a Amazônia. O biólogo Sidcley Matos Pereira e a veterinária Adna Picanço decidiram construir um negócio ligado à recuperação do bioma. O Viveiro Florestal Ardosa nasceu em 2018, quando os dois buscavam uma alternativa de trabalho que não demandasse tantas viagens como antes, mas que os mantivesse na área ambiental. O nascimento da filha Catarina reforçou a necessidade de fixar raízes e o sentido pessoal do negócio. “A gente queria construir algo junto, perto da família. E mostrar para ela [a filha] que existe um futuro sendo plantado aqui”, diz Adna Picanço. Adna Picanço e Sidcley Matos Pereira, donos do Viveiro Ardosa, em Santarém (PA) - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil O casal afirma que o projeto também nasceu de uma perc

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Agência Brasil Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Balança comercial tem superávit de US$ 9,8 bilhões em junho

Com a ajuda do petróleo, da soja, da carne e do ferro, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 9,8 bilhões em junho, resultado 66,6% superior ao do mesmo mês de 2025. O desempenho foi impulsionado pelo crescimento das exportações, que avançaram quase 25% no período, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (3) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Notícias relacionadas:Exportações minerais somam US$ 11,62 bi no terceiro trimestre.Dólar supera R$ 5,20, e bolsa cai com expectativa por juros nos EUA.A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 62,8 bilhões, o maior valor já registrado para um mês na série histórica. Principais números •    Superávit: US$ 9,8 bilhões (+66,6% ante junho de 2025); •    Exportações: US$ 36,3 bilhões (+24,9%); •    Importações: US$ 26,5 bilhões (+14,4%); •    Corrente de comércio: US$ 62,8 bilhões (+20,3%). O resultado foi o terceiro melhor para o mês, só perdendo para