Agência Brasil
Luiz Claudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil
“Alumiar em vida”. A expressão funciona como uma tradução de sentimentos do que significa assumir a coroa de rainha do congado do Maçambique de Osório, manifestação cultural da comunidade quilombola do Morro Alto, no litoral norte do Rio Grande do Sul.
“Alumiada” há uma década, a rainha e mestra Francisca Dias, de 65 anos de idade, e mais 19 músicos do quilombo, sobem ao palco do Conic, em Brasília, para o Encontro de Mestres da cultura popular, neste sábado (29), às 20h, com entrada gratuita.
Notícias relacionadas:Mestres e mestras da cultura popular se reúnem em Brasília .Novos editais fortalecem Pontões e Pontos de Cultura no Rio.Projeto aproxima comunidades de equipamentos culturais em Salvador.Francisca Dias, conhecida na comunidade como a Rainha Ginga Preta, explica que o maçambique é uma congada gaúcha, de tradição de matriz africana bantu, mantida na região desde o século 19.
“São as mesmas roupas e músicas desde sempre”, diz.
A manutenção de tradição, arte, fé e memór