Restos mortais de Grenaldo Silva, morto pela ditadura, são sepultados
“Descanse em paz, pai!”, foi a mensagem que Grenaldo Mesut mandou gravar para o seu pai, que foi colocada em uma coroa de flores repleta de rosas, gérberas brancas e alstroemerias, e que foi depois posta no pequeno caixão onde os restos mortais de seu pai finalmente descansam. Morto em 1972 pela ditadura militar brasileira e enterrado como indigente na vala clandestina do Cemitério Dom Bosco, em Perus, na capital paulista, os restos mortos de Grenaldo de Jesus da Silva, pai de Grenaldo Mesut, foram finalmente sepultados na manhã desta sexta-feira (26), em São Paulo, enquanto o público presente entoava a canção Pra Não Dizer que Não Falei das Flores, de Geraldo Vandré. Notícias relacionadas:Ditadura Militar matou JK, conclui Comissão de Mortos e Desaparecidos.MPF quer investigar novas empresas cúmplices da ditadura.Com documentos inéditos, filme expõe estrutura clandestina da ditadura.Foi “caminhando e cantando” que eles saíram em cortejo pelo cemitério e, 54 anos após a sua morte, pu