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G1 Economia

Setor de açúcar e etanol reage a tarifa dos EUA e diz que medida de Trump ignora realidade do mercado

Mauro Vieira diz que novas tarifas dos EUA não têm justificativa e lastro com realidade: 'Motivação política' Os produtores brasileiros de etanol e açúcar lamentaram, nesta quinta-feira (16), a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Para o setor, a medida representa um retrocesso na relação comercial entre os dois países. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), os Estados Unidos compraram 253 milhões de litros de etanol brasileiro em 2025, em um total de US$ 163 milhões (R$ 832,93 milhões). Com isso, o país foi o segundo principal destino das exportações do combustível, atrás apenas da Coreia do Sul. No caso do açúcar, os EUA importaram 420 mil toneladas do produto brasileiro em 2025. O volume, porém, ficou bem abaixo das 1,12 milhão de toneladas embarcadas em 2024. Em nota, a Unica afirmou que a nova tarifa ignora as diferenças existentes na relação comercial entre os dois países. A entidade destac

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G1 Economia

PIX: Galípolo defende meio de pagamento alvo de contestação dos EUA; 'gratuito', 'seguro' e 'instantâneo'

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central (BC) Raphael Ribeiro/Banco Central O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, defendeu nesta quinta-feira (16) o PIX como um meio de pagamento "seguro" e "instantâneo" capaz de gerar inclusão financeira para a população brasileira. Ao lado de ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Galípolo participou de coletiva à imprensa convocada para rebater os argumentos apresentados pelos Estados Unidos para nova ofensiva tarifária ao Brasil. Na madrugada desta quinta, o governo de Donald Trump confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros após a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês). Na investigação comercial, o governo americano acusa o Brasil de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA, citando temas como o PIX. "A gente vai seguir sempre fornecendo o PIX co

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G1 Economia

Qual o impacto do tarifaço de Trump no Brasil? 'Deve ser restrito' e mostra 'limites do protecionismo americano', diz economista

Donald Trump e Lula ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP via Getty Images/Via BBC A tarifa de 25% contra produtos brasileiros, anunciada pelo governo dos Estados Unidos na quarta-feira (15/07), deve ter impacto restrito diante da extensa lista de itens isentos divulgada, afirma a economista e pesquisadora do PIIE (Instituto Peterson de Economia Internacional, nos EUA), Monica de Bolle. Ainda segundo a especialista brasileira, o cenário revela os limites do protecionismo e da margem de manobra de Donald Trump no mundo globalizado de hoje, que são muito menores do que o presidente americano faz parecer em suas ameaças. "Apesar de aparentemente não quererem mais isso, os Estados Unidos são uma economia muito integrada com o resto do mundo", disse De Bolle em entrevista à BBC News Brasil. "Por essa razão, o leverage [termo para alavancagem, usado em referência a poder ou influência] que os Estados Unidos tem é muito menor na prática do que na retórica." De Bolle afirma ainda que não há lógica e

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G1 Economia

Tarifaço: ministro do Meio Ambiente diz que argumentos dos EUA para justificar novas taxas são 'absolutamente improcedentes'

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou nesta quinta-feira (16) que os argumentos sobre desmatamento no Brasil utilizados pelos Estados Unidos como justificativa para o novo tarifaço contra produtos brasileiros são "absolutamente improcedentes". "Os argumentos utilizados pelo governo norte-americano para justificar as tarifas são absolutamente improcedentes, não tem nenhum fundamento técnico, não está baseado em nenhuma informação comprovável", afirmou Capobianco. O ministro afirmou que toda a madeira exportada pelo Brasil é certificada e passa por um sistema rigoroso de fiscalização. "Apareceram com uma nova informação. Essa ainda mais falsa. Qual é a nova informação? De que o Brasil estaria desmatando ilegalmente e inundando o mercado internacional com madeiras de origem ilegal prejudicando diretamente a participação das empresas norte-americanas no mercado. Isso é absolutamente inverídico", disse Capobianco. "O sistema de exportação de madeira é hoje um dos mai