Agência Brasil
Letycia Treitero Kawada - Repórter da Agência Brasil
No Brasil, oito em cada dez mulheres muçulmanas sofrem ataques motivados por islamofobia, ou seja, intolerância e ódio contra sua religião. É o que conclui a 3ª edição do Relatório de Islamofobia do Brasil, produção científica do Grupo de Antropologia em Contextos Islâmicos e Árabes (Gracias), da Universidade de São Paulo (USP).
Os pesquisadores analisaram os relatos de 328 mulheres, tanto da vertente sunita como da xiita. Elas foram divididas em quatro grupos: brasileiras que nasceram no seio de uma família de tradição islâmica, brasileiras que se reverteram, estrangeiras nascidas muçulmanas e estrangeiras revertidas.
A equipe constatou que 84,5% das vítimas de islamofobia são brasileiras revertidas. Os pesquisadores acreditam que um dos fatores é sua intensa articulação coletiva.
A porcentagem cai para 80,4% no caso das brasileiras que já descendem de uma família seguidora do islamismo e, entre estrangeiras revertidas e estrangeiras nascidas muçulmanas, para 75% e 60%, respecti