"Um Defeito de Cor não é uma contra-história", diz Ana Maria Gonçalves
A literatura produzida por autores negros ajuda a explicar a permanência histórica do racismo no Brasil e disputa o próprio sentido da narrativa nacional, afirma a escritora Ana Maria Gonçalves. A autora do consagrado romance Um Defeito de Cor conversou com a Agência Brasil em uma passagem por Brasília na tarde deste sábado (4). Primeira mulher negra a se tornar imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), a escritora foi a convidada especial da 6ª edição do encontro Julho das Pretas que Escrevem no Distrito Federal, como parte da programação do Festival Latinidades. Notícias relacionadas:Atriz chilena Paulina Garcia será a homenageada no Bonito Cinesur.Professora criou Ara Ketu inconformada com injustiças na periferia.É possível fazer rir e incomodar, diz atriz do projeto Humor Negro.Ana Maria diz que Um Defeito de Cor e outras obras contribuíram para ampliar a compreensão da sociedade sobre o racismo e para fortalecer debates como o das políticas de cotas raciais, cujas primeira